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A Taverna

Ao balcão, de língua solta!

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António Costa demitiu-se. E agora?

07.11.23 | Indigente

 

António Costa demitiu-se. E agora?

Antes de mais, a demissão foi um momento digno da democracia, até mesmo quando se ouve um jornalista a dizer “António não esclarece…” e António Costa retorque “Não esclarece o quê? Estou aqui para esclarecer tudo. O que quer saber?”

Foi claro, objetivo e sintético, colocou o cargo à frente do individuo como sempre deveria ser.

 

E agora?

Agora Marcelo, também ele embrulhado em polemicas, já tinha anunciado num passado recente que Governo sem Costa era chamada para eleições antecipadas. E neste momento, é a melhor solução porque provavelmente a alternativa era novamente Medina a substituir Costa e já sabemos que é caminho que não resulta.

Com mais ou menos tempo, o PS terá de escolher um novo líder. Vai escolher um líder para queimar ou vai à luta?

António Costa era Às de trunfo e mesmo assim a fama do Governo não estava num mar de rosas. Muitos membros do Governo a serem afastados em polemicas, Galamba quase sempre metido no barulho.

Mas seguindo as sondagens mais recentes o que nos espera ou é uma geringonça de direita ou uma geringonça de esquerda.

E nesta altura é preciso que os partidos sejam claros, como o PSD declarar categoricamente se o CHEGA é ou não contabilizável numa eventual geringonça na direita ou o PCP, no caso de uma geringonça de esquerda se está mais preocupado com resultados autárquicos do seu partido ou do país como um todo.

 

Para uma geringonça à esquerda o melhor líder seria Pedro Nuno Santos, o que melhor se entende com os partidos mais à esquerda e tem sido dissonante com António Costa. Se é preciso tem um candidato forte e em rotura com o PS atual, ele seria a escolha certa. Nenhum outro tem condições de vencer legislativas ou demarcar-se de António Costa e dos seus lapsos.

 

Montenegro é fraquíssimo e não há pelo PSD ninguém que seja um figurão. É preciso lembrar que se os sociais-democratas fazem de Pedro Passos Coelho um D. Sebastião, é preciso lembrar que ele foi eleito líder do partido, o tal líder de transição para queimar que por acaso do destino acabou a governar. Pedro Passos Coelho perdeu até contra Manuela Ferreira Leite.

Pedro Passos Coelho foi aquele que disse aos professores que o desemprego era uma janela de oportunidade, foi o governante no momento que médicos e enfermeiros saíram do país, que até o ator Rui de Carvalho veio a publico demonstrar o seu profundo arrependimento por ter apoiado Passos Coelho. Ora Montenegro é a versão barata de Passos Coelho e até por isso a oposição tem sido miserável. Foi o PS que minou o seu próprio caminho e não a oposição.

 

Dito isto, se a esquerda quer continuar a ser solução, terá, de novo, que juntar forças.

O PSD em condições normais, não terá maioria absoluta e tenho dúvidas que o CDS volte a ter protagonismo, ainda que a imprensa continue a dar tempo de antena a Nuno Melo, um sujeito em tudo alinhado com André Ventura, mas que grita muito menos.

 

Certo é que se Marcelo queria deixar um legado de estabilidade, mas acaba num mar de tormentas e incertezas até porque, até porque, boa parte da instabilidade foi causada pelo próprio a assumir o papel de oposição.

Vamos então às urnas, preparar para o pior e esperar pelo melhor.

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